sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Reutilização diária e resultado de mais um projeto

Depois do sucesso obtido com a construção de lixeiras com monitores de computadores quebrados, decidimos embarcar em um novo projeto paralelo às atividades mais costumeiras do "Reutilizar É Bem Melhor!". Iniciamos a restauração de uma cadeira de rodas que havia sido recolhida e iria para o lixo.

Começamos desmontando e lixando as peças para remoção da ferrugem, limpamos os assentos e pintamos toda a estrutura de metal depois de passar uma camada grossa de zarcão para segurar a tinta. Em seguida trocamos os parafusos enferrujados e os rolamentos das rodas. Quando concluímos a restauração, atendemos a uma demanda da Ouvidoria da UFRN e entregamos a cadeira de rodas em plenas condições de ser novamente usada. A comparação de um antes e depois, mostra o quão desafiador foi esse novo projeto para nós!




Enquanto trabalhávamos na restauração da cadeira, continuamos com as atividades comuns de separação de bens. Nesta semana, especificamente, realocamos:
- 2 cadeiras de escritório, 1 armário metálico e 1 lousa para o Armazém de Infraestrutura e
- 5 monitores LCD para o Núcleo de Educação da Infância (NEI - UFRN)                 

Temos disponíveis para realocação nos setores da UFRN várias cadeiras de escritório, cadeiras para sala de espera, carteiras escolares e afins.

Cadeiras para sala de espera.

Cadeira de escritório sem rodízio.
As atividades do "Reutilizar é Bem Melhor!" seguem normalmente e iniciaremos agora nosso terceiro projeto paralelo de reutilização. Se você se interessa pelo nosso trabalho e está precisando de algum equipamento (mesas, cadeiras, birôs) em seu local de trabalho, estudos coletivos ou projeto dentro da UFRN, entre em contato conosco!

TELEFONES: 3215-3329 e 9224-0087 (claro),
EMAILS: rebem.ufrn@gmail.com e reutilizar@dmp.ufrn.br .

sexta-feira, 25 de julho de 2014

PNRS e o fim dos lixões!

Em 2010 foi aprovada no Brasil uma lei que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Essa política fala sobre como os municípios brasileiros devem lidar com o lixo que geram e prega valores até então novos em nossa cultura ao levantar a bandeira dos 3R's, que sugere: primeiramente Reduza a geração de lixo, se não for possível Reutilize-o e, em último caso, Recicle-o.

A PNRS é importantíssima por ser a primeira que estabelece um prazo para o fim do problema urbano, político, social e de saúde quase crônico no país, que são os lixões. Até 02 de Agosto de 2014, os lixões de todo o Brasil precisariam ser extintos e substituídos por aterros sanitários, que têm como vantagem a impermeabilização do solo, evitando a contaminação do terreno e do lençol freático. 

O problema é que o país teve dois anos inteiros para se preparar para a extinção dos lixões, mas, às vésperas da data limite, metade das cidades brasileiras não conseguiram cumprir a meta. No Rio Grande do Norte, a situação é precária. Há somente 2 aterros sanitários em todo o estado, que atendem a 9 municípios.

O aterro de Natal, operado pela empresa "Braseco" localiza-se em Ceará-Mirim, devido a ausência de um espaço adequado na capital, e atende a oito dos nove municípios que destinam seus resíduos adequadamente no RN. Em Mossoró localiza-se o segundo aterro, que atende às próprias demandas da cidade. Algumas outras poucas cidades fazem o uso de aterros controlados (onde o lixo é somente aterrado) e o restante depositam seus resíduos em lixões à céu aberto.

Fonte: cedido por alunos do IFRN.

A PNRS também diz que os municípios precisam apresentar até 2015 planos para gerir seus resíduos,   No site da Prefeitura Municipal do Natal (Secretarias e Órgãos → Limpeza Pública → Novo plano de Coleta Domiciliar de Natal → Plano Municipal Integrado de Resíduos Sólidos) o link que convida a conhecer o plano, ao ser acionado, não funciona. Será, então, que tanto o link, quanto o Plano, funcionarão até o próximo ano? É uma questão a ser levantada - e discutida - na cidade e em todo o país. O controle por parte da sociedade, cobrando atitudes efetivas com relação a esse e outros assuntos, é dever de todos nós, cidadãos, e ajudaria bastante nesse processo.


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Continuamos com as atividades do projeto "Reutilizar é Bem Melhor!". Se você se interessa pelo nosso trabalho e está precisando de algum equipamento (mesas, cadeiras, birôs) em seu local de trabalho, estudos coletivos ou projeto dentro da UFRN, entre em contato conosco!

TELEFONES: 3215-3329 e 9224-0087 (claro),
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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Pilhas e baterias? Saiba quais os pontos de coleta em Natal/RN.

O controle remoto da sua casa não está funcionando bem ou aquele rádio AM/FM do seu avô não quer ligar? Talvez esteja na hora de trocar as pilhas! Você é daqueles que não gosta de se desapegar de objetos pessoais e guarda até o primeiro celular? Saiba o que fazer na hora de substituir ou não armazenar pilhas e baterias.
Fonte da imagem
Em primeiro lugar, é importante que você saiba o que estes objetos podem causar ao entrarem indevidamente em contanto com o meio ambiente e, consequentemente, o ser humano. As pilhas e as baterias tem uma considerável quantidade de metais pesados em suas composições, tais como: Zinco, Chumbo, Manganês, Cádmio e até Mercúrio. Quando esses materiais são descartados junto ao lixo comum, podem dificultar - ou até impossibilitar - o tratamento dos resíduos e contaminar seres humanos de forma direta (lixeiros, catadores) ou indireta. A contaminação por metais pesados pode chegar ao ser humano indiretamente quando o resíduo perigoso entra em contato com o solo e chega ao lençol freático, ou quando vai diretamente para as fontes de abastecimento de água - tendo em vista que boa parte do lixo das cidades chega aos rios - e afeta toda a cadeia alimentar humana.

Fonte da imagem

Preocupados com isso e observando questionamentos de alunos da própria UFRN nas redes sociais sobre o descarte correto, decidimos procurar por pontos de coleta desse tipo de lixo. No site da empresa Philips, encontramos dois pontos de coleta de pilhas e baterias em Natal, são eles:



Em ambos os locais, as baterias e pilhas coletadas precisam ser da marca Philips. A empresa também tem pontos de coletas em vários estados do país, basta clicar no mapa neste link e descobrir os endereços.

Além disso, o Grupo de Escoteiros do IFRN está participando da campanha "Doe seu celular" e recebendo celulares velhos no Campus Natal-Central (CNAT) do IFRN. As caixas de coleta estão na Diretoria de Extensão (DIREX/CNAT) do Campus e permanecerá lá até o mês de dezembro deste ano, quando a campanha acaba. Para mais informações, acesse o site da campanha Doe seu celular ou ligue para a DIREX/CNAT do IFRN no número 4005-9999.

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Continuamos com as atividades normais do Reutilizar É Bem Melhor e estamos animados e engrenados da execução de um novo projeto, que ficará pronto em breve. Se você se interessa pelo nosso trabalho e está precisando de algum equipamento (mesas, cadeiras, birôs) em seu local de trabalho, estudos coletivos ou projeto de pesquisa/extensão dentro da UFRN, faça como o Departamento de Informática e Matemática Aplicada (DIMAP), que deu uma nova cara à sala de trabalho com as cadeiras de escritório separadas e salvas do lixo pelo Reutilizar!




Cadeiras de escritório na DIMAP.


Contato:

TELEFONES: 3215-3329 e 9224-0087 (claro),
EMAILS: rebem.ufrn@gmail.com e reutilizar@dmp.ufrn.br .


sexta-feira, 11 de julho de 2014

Os 4 melhores da Copa e o Meio Ambiente

A Copa do Mundo de Futebol está acabando e já sabemos quais são as quatro melhores seleções. Então, fizemos uma busca e encontramos alguns dados interessantes sobre como estes países tratam o lixo. Veja qual país está ganhado no quesito sustentabilidade!

ALEMANHA


Não é segredo que alguns países europeus dão exemplo no desenvolvimento de tecnologias sustentáveis e tratamento de resíduos sólidos. A Alemanha, que enfrentou o Brasil em um dos jogos das semi-finais, destaca-se não somente entre as duas seleções que permanecem na disputa pelo título mundial, mas entre todos os outros países. A Alemanha é considerada um dos seis países que melhor tratam seu lixo e é campeão em reciclagem, segundo a União Europeia. Lá, cada habitante produz 583 kg de lixo por ano e em 2010 a taxa de reciclagem era de 61,8 %.

HOLANDA


A Holanda também está no top 6 da União Europeia. Em todo o país, cada município cobra uma taxa anual por residência pela coleta de lixo e faz com que a população veja que produzir lixo pode sair bem caro. Diferente do Brasil, onde se almeja que o lixo seja finalmente destinado em aterros sanitários, os holandeses consideram os aterros menos atrativos e mais caros. Na Holanda o investimento é focado na reciclagem e na incineração de resíduos. Os percentuais impressionam: 80% do lixo é reciclado, 16% é incinerado e apenas 4% vai para aterros sanitários. 

ARGENTINA


Nossos hermanos, também finalistas no futebol, ainda não se destacam mundialmente por tecnologias limpas ou pelo tratamento de resíduos, entretanto surpreenderam ao realizarem a reciclagem de veículos automotivos. Entre os anos de 2002 e 2003, quando o país passava por uma crise econômica, a quantidade de roubos e furtos de automóveis aumentou drasticamente, chegando a 9 mil casos por mês. Isso acontecia, principalmente, devido ao contrabando e à comercialização ilegal de autopeças, então o governo aprovou a Lei 25.761, conhecida como Lei de Autopeças, que permitia a comercialização de peças usadas e, assim, a reciclagem de automóveis. Mesmo que a motivação inicial não tenha sido de cunho ambiental, a legislação também é avaliada positivamente por reduzir a poluição, devido ao descarte correto de fluidos e componentes perigosos (baterias, graxas, etc.).

BRASIL


Apesar de que somente um pequeno percentual do lixo gerado nas cidades brasileiras são reciclados, o Brasil vem mostrando sua evolução aos poucos. Entre os anos de 2000 e 2008, houve 120% de aumento no número de municípios com coleta seletiva (chegando a 994). Vejamos alguns dados:

É inquestionável o fato de que o Brasil precisa melhorar e tentar encontrar o caminho que a Alemanha e a Holanda encontraram, além de seguir o exemplo da Argentina (que reduziu a poluição gerada por automóveis e, de quebra, os índices de mortalidade ao conseguir diminuir o roubo e contrabando de carros). Em relação à Copa continuamos torcemos pela vitória do Brasil na disputa pelo 3º lugar!
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É importante lembrar que os interessados no "Reutilizar É Bem Melhor" podem nos encontrar pelos telefones 3215-3329 e 9224-0087 (claro), além de nosso perfil no facebook e os emails rebem.ufrn@gmail.com e reutilizar@dmp.ufrn.br .

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Construção de lixeiras e novos materiais.

Como prometido, a postagem desta semana focará no passo a passo da construção das lixeiras de coleta seletiva. Nosso objetivo era construir uma lixeira com materiais reaproveitados e como no DMP há equipamentos eletrônicos quebrados em abundância, escolhemos dar um destino diferente aos monitores que se encontravam inutilizáveis. 

Antes -  monitores escolhidos.

Primeiramente, separamos 4 monitores e uma estrutura de mesa quebrada. Utilizamos 4 chapas de ferro, retiradas de uma estante velha. A ideia era aprender essas chapas na estrutura de mesa, para então prender os monitores. Utilizamos 8 parafusos, 8 porcas, 8 arruelas, tinta para metal (das cores da coleta seletiva: azul, vermelho, amarelo e verde), pincéis e rolos de tinta. 

Durante - Confecção das lixeiras.
Começamos abrindo os monitores e tirando todo o conteúdo eletrônico de dentro deles, deixando somente a carcaça. Prendemos as chapas de ferro na estrutura de mesa com rebite. Lixamos os monitores e a estrutura de mesa, para depois pintar. Por último, prendemos os monitores às chapas de ferro com porcas, parafusos e arruelas. 

Depois - lixeiras prontos.
Durante a realização do projeto das lixeiras, continuamos trabalhando na separação de equipamentos. Temos disponíveis vários equipamentos, como algumas mesas:

Mesas de escritório.
Mesas para computador.
Devido ao sucesso das lixeiras, já temos em mente outro projeto que deverá ser concretizado após a copa do mundo. 
Não esqueçam que os interessados no "Reutilizar É Bem Melhor" podem nos contatar pelos telefones 3215-3329 e 9224-0087 (claro), pelo nosso perfil no facebook ou pelos emails rebem.ufrn@gmail.com e reutilizar@dmp.ufrn.br .

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Semana do meio ambiente!

As últimas duas semanas foram corridas, nos dividimos entre o que costumamos fazer e o projeto que nos propomos a realizar: uma lixeira para coleta seletiva, construída com monitores de computadores velhos e uma estrutura de mesa quebrada. Terminamos nossa primeira lixeira a tempo de fazer uma pequena exposição para a semana do meio ambiente, no Centro de Convivência, organizada pela Diretoria de Meio Ambiente (DMA/SIN/UFRN). O tema da exposição enfatizava a problemática gerada pelo lixo eletrônico no Brasil:
Equipamentos eletrônicos descartados pelos setores da UFRN.
A execução desse novo projeto, por mais simples, requereu muito de nossa carga horária de trabalho. Enfrentamos dificuldades, aprendemos com elas e as superamos. Ferramentas, parafusos, furadeira, pincéis, e claro, mãos sujas de tinta:

Making of do projeto.

Foi gratificante para nós ver a reação das pessoas ao se depararem com a lixeira ao vivo e no facebook, o que nos motiva a  ter a pretensão de confeccionar outra mais colorida ainda!  O resultado final foi esse:

Lixeiras prontas expostas no Centro de Convivência.
Ao fim do Dia Internacional do Meio Ambiente fomos à uma reunião na Superintendência de Infraestrutura da UFRN, que tinha como principal objetivo ser o elo entre ideias e iniciativas que convergem à mesma direção. Lá conhecemos vários projetos que trabalham com a temática do lixo eletrônico dentro da universidade, compareceram gestores, pesquisadores e professores da área.

Em breve publicaremos o passo a passo da construção de nossas lixeiras, pois nosso objetivo é que este tipo de iniciativa se dissemine dentro e fora do campus. Agradecemos a todos pelas visualizações, curtidas e comentários de incentivo!

Lembramos que os interessados no projeto podem nos contatar pelos telefones 3215-3329 e 9224-0087 (claro), pelo nosso perfil no facebook ou pelos emails rebem.ufrn@gmail.com e reutilizar@dmp.ufrn.br .



quarta-feira, 28 de maio de 2014

Re (duzir + utilizar + ciclar)

Por Railma Medeiros
Técnica em controle ambiental pelo IFRN, aluna do curso de bacharelado em Ciência e Tecnologia pela UFRN e bolsista do projeto Reutilizar é Bem Melhor!



A palavra "lixo" é empregada para traduzir qualquer coisa imprestável na sociedade, tudo aquilo que é descartado por não nos ter mais alguma serventia. É normal que isso aconteça, já que nada é feito para durar eternamente, entretanto, o problema tem se fundamentado nas proporções em que ocorrem os descartes e na falta de medidas que mitiguem o problema gerado por resíduos no Brasil, que é hoje o quinto maior produtor mundial de lixo. Em 2012, produzíamos 61 milhões toneladas de lixo anualmente, em 2014 já produzimos 2 milhões de toneladas a mais e a previsão é de que estes números continuem a crescer. Infelizmente, a nossa falta de sensibilidade e consciência cresce exponencialmente, além disso, não são desenvolvidas políticas públicas consistentes pelos governantes a respeito do tema. Tratando-se somente de lixo eletrônico, os dados também são assustadores: entre os países emergentes, o Brasil é o maior produtor. Estima-se que, até 2015, cada brasileiro produzirá 8kg de lixo eletrônico por ano! Parece pouco? Multiplique por 198,7 milhões de pessoas (atual população). Estudos apontam que em 2017, o volume desse tipo de resíduo aumentará 33% em todo mundo. 
Fonte da imagem

Para que a situação atual possa ser alvo de mudanças é prioritário que haja uma reeducação e maiores investimentos governamentais nas cooperativas de catadores pois, graças a essas pessoas, mais da metade de resíduos como papel/papelão e latinhas são reciclados no Brasil. Quanto à reeducação, faz-se necessária porque para que haja reciclagem, tem que haver a separação do lixo previamente. O problema que envolve o lixo eletrônico é preocupante, pois o Brasil é carente de empresas que realizem a reciclagem desse tipo de resíduo e, na grande maioria das vezes, esse resíduo acaba indo para outros países. Não faz sentido, mas o Brasil paga para que outros países reciclem esse tipo de lixo em vez de fazê-lo.

O lixo pode ter diversas origens: residencial, industrial, hospitalar, comercial e radioativo. Os resíduos produzidos na UFRN são um misto entre os de origem comercial (peças metálicas, papeis, papelão, sacos plásticos, embalagens) e residencial (garrafas latas, papeis, entulho, restos de alimentos etc.), além de um número relevante de lixo eletrônico. A coleta seletiva dentro da universidade acontece, o problema aqui está no descarte equivocado e prematuro  de bens materiais, que viram lixo muito antes de realmente serem. Temos trabalhado na perspectiva de contribuir para a mudança da visão atual da comunidade acadêmica e administrativa do campus. É um "trabalho de formiguinha", nosso principal objetivo é promover a reutilização de todas essas coisas que, se pudessem falar, implorariam para não serem jogadas fora.